{"id":716,"date":"2020-02-02T16:22:40","date_gmt":"2020-02-02T19:22:40","guid":{"rendered":"http:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/?p=716"},"modified":"2020-02-02T16:22:40","modified_gmt":"2020-02-02T19:22:40","slug":"editorial-de-fevereiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/2020\/02\/02\/editorial-de-fevereiro\/","title":{"rendered":"Editorial de Fevereiro"},"content":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00e3o me atrevo p\u00f4r nenhuma v\u00edrgula onde Deus j\u00e1 p\u00f4s ponto final&#8221;<\/p>\n<p>Quantas v\u00edrgulas, quantas arestas, quantas frestas!&#8230; In\u00fameros cap\u00edtulos incompletos, hist\u00f3rias inacabadas, versos n\u00e3o rimados\u2026 porque o passado j\u00e1 n\u00e3o inspira o presente, muito menos impulsiona o futuro. E assim, o roteiro do viver perde o sentido, a coer\u00eancia, a fluidez.<\/p>\n<p>\u00c9 mais que urgente a necessidade de recome\u00e7ar. E n\u00e3o h\u00e1 heresia alguma nisso. A vida se imp\u00f5e, constantemente. E o que torna a bagagem cada vez mais insustent\u00e1vel precisa ser lan\u00e7ado fora, o mais distante poss\u00edvel. Mortos que n\u00e3o sepultamos, despedidas que evitamos, rachaduras que n\u00e3o fechamos, galhos que n\u00e3o podamos, feridas que n\u00e3o curamos. Tudo o que empaca a travessia da alma rumo ao Infinito da leveza.<\/p>\n<p>O poeta diz que o essencial \u00e9 um eterno acabar e come\u00e7ar; a poeta diz que existir s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel pra quem se reinventa; o Poeta diz que, havendo um tempo, h\u00e1 o de semear e o de colher. Para esse novo, novas sementes, novo terreno, e a bonan\u00e7a da do\u00e7ura, que tem um porqu\u00ea. Respire fundo, e comece novamente. Apure o olhar, dilate o esp\u00edrito, aponte o l\u00e1pis. Apenas n\u00e3o insista em dar continuidade \u00e0quele ontem que a Ternura j\u00e1 fez quest\u00e3o de anoitecer.<\/p>\n<p>Eu, nesse novo, quero saber Amar, no avesso de minha imperfei\u00e7\u00e3o. E voc\u00ea, querido amigo: qual \u00e9 o verbo que merece sua letra mai\u00fascula?<\/p>\n<p>Santo fevereiro,<br \/>\nA reda\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;N\u00e3o me atrevo p\u00f4r nenhuma v\u00edrgula onde Deus j\u00e1 p\u00f4s ponto final&#8221; Quantas v\u00edrgulas, quantas arestas, quantas frestas!&#8230; In\u00fameros cap\u00edtulos incompletos, hist\u00f3rias inacabadas, versos n\u00e3o rimados\u2026 porque o passado j\u00e1 n\u00e3o inspira o presente, muito menos impulsiona o futuro. E assim, o roteiro do viver perde o sentido, a coer\u00eancia, a fluidez. \u00c9 mais que urgente a necessidade de recome\u00e7ar. E n\u00e3o h\u00e1 heresia alguma nisso. A vida se imp\u00f5e, constantemente. E o que torna a bagagem cada vez mais insustent\u00e1vel precisa ser lan\u00e7ado fora, o mais distante poss\u00edvel. Mortos que n\u00e3o sepultamos, despedidas que evitamos, rachaduras que n\u00e3o fechamos, galhos que n\u00e3o podamos, feridas que n\u00e3o curamos. Tudo o que empaca a travessia da alma rumo ao Infinito da leveza. O poeta diz que o essencial \u00e9 um eterno acabar e come\u00e7ar; a poeta diz que existir s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel pra quem se reinventa; o Poeta diz que, havendo um tempo, h\u00e1 o de semear e o de colher. Para esse novo, novas sementes, novo terreno, e a bonan\u00e7a da do\u00e7ura, que tem um porqu\u00ea. Respire fundo, e comece novamente. Apure o olhar, dilate o esp\u00edrito, aponte o l\u00e1pis. Apenas n\u00e3o insista em dar continuidade \u00e0quele ontem que a Ternura j\u00e1 fez quest\u00e3o de anoitecer. Eu, nesse novo, quero saber Amar, no avesso de minha imperfei\u00e7\u00e3o. E voc\u00ea, querido amigo: qual \u00e9 o verbo que merece sua letra mai\u00fascula? 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