{"id":781,"date":"2020-04-01T23:26:13","date_gmt":"2020-04-02T02:26:13","guid":{"rendered":"http:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/?p=781"},"modified":"2020-04-01T23:26:13","modified_gmt":"2020-04-02T02:26:13","slug":"editorial-de-abril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/2020\/04\/01\/editorial-de-abril\/","title":{"rendered":"Editorial de Abril"},"content":{"rendered":"<h2>&#8220;Retiro o excesso que ofusca a semelhan\u00e7a\u2026&#8221; (Pe. F\u00e1bio de Melo)<\/h2>\n<p>Tenho em minha parede um crucifixo, de resina, na crueza da pedra, e nele posso contemplar o sacrif\u00edcio do homem-Deus; aos seus p\u00e9s, o que me revela ser Maria, sua m\u00e3e, segurando um c\u00e1lice, colhendo o sangue que seu lado aberto verte. Torna-se imposs\u00edvel n\u00e3o mergulhar na poesia desse gesto, e ali me demorar.<\/p>\n<p>Entendo, assim, o que \u00e9 P\u00e1scoa: \u00e9 a festa da essencialidade, do substancial. A Senhora das Dores e Alegrias n\u00e3o permite que nenhuma gota de vida se perca, que n\u00e3o seja desperdi\u00e7ada, Daquele que tudo foi entrega generosa e justa medida. Arrebata-me aos filhos escravizados por fara\u00f3: &#8220;comam, e que nada sobre&#8221;. (Ex 12, 10) E \u00e9 isso, querido amigo, o que celebramos neste Abril que come\u00e7a: o necess\u00e1rio, o suficiente, o que n\u00e3o excede.<\/p>\n<p>Se nossa hist\u00f3ria ainda sofre overdoses, \u00e9 porque a P\u00e1scoa ainda n\u00e3o se fez nosso verdadeiro sentido; se ainda precisamos sentar em cima do tampo para que o ba\u00fa seja fechado, pode ser que ainda insistimos no que, a qualquer momento, ser\u00e1 desperd\u00edcio. Vivemos n\u00f3s num tempo de muitos excessos, tudo ao extremo, conduzindo \u00e0 exaust\u00e3o. E se esconder na Ressurrei\u00e7\u00e3o \u00e9 tamb\u00e9m ir ao extremo: o extremo da intensidade do Amor.<\/p>\n<p>Eu quero n\u00e3o perder nenhum fragmento de Eternidade, e raspar-me a demasia que encrosta a alma\u2026 e voc\u00ea: o que est\u00e1 sendo colhido no c\u00e1lice do seu cora\u00e7\u00e3o? O que voc\u00ea n\u00e3o quer que lhe escape de forma alguma? E o que est\u00e1 te dificultando cadear o ba\u00fa do ontem, para o hoje exalar plenitude?<\/p>\n<p>Santa P\u00e1scoa, nova vida!<\/p>\n<p>A reda\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&#8220;Retiro o excesso que ofusca a semelhan\u00e7a\u2026&#8221; (Pe. F\u00e1bio de Melo) Tenho em minha parede um crucifixo, de resina, na crueza da pedra, e nele posso contemplar o sacrif\u00edcio do homem-Deus; aos seus p\u00e9s, o que me revela ser Maria, sua m\u00e3e, segurando um c\u00e1lice, colhendo o sangue que seu lado aberto verte. Torna-se imposs\u00edvel n\u00e3o mergulhar na poesia desse gesto, e ali me demorar. Entendo, assim, o que \u00e9 P\u00e1scoa: \u00e9 a festa da essencialidade, do substancial. A Senhora das Dores e Alegrias n\u00e3o permite que nenhuma gota de vida se perca, que n\u00e3o seja desperdi\u00e7ada, Daquele que tudo foi entrega generosa e justa medida. Arrebata-me aos filhos escravizados por fara\u00f3: &#8220;comam, e que nada sobre&#8221;. (Ex 12, 10) E \u00e9 isso, querido amigo, o que celebramos neste Abril que come\u00e7a: o necess\u00e1rio, o suficiente, o que n\u00e3o excede. Se nossa hist\u00f3ria ainda sofre overdoses, \u00e9 porque a P\u00e1scoa ainda n\u00e3o se fez nosso verdadeiro sentido; se ainda precisamos sentar em cima do tampo para que o ba\u00fa seja fechado, pode ser que ainda insistimos no que, a qualquer momento, ser\u00e1 desperd\u00edcio. Vivemos n\u00f3s num tempo de muitos excessos, tudo ao extremo, conduzindo \u00e0 exaust\u00e3o. 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