{"id":796,"date":"2020-04-05T18:52:42","date_gmt":"2020-04-05T21:52:42","guid":{"rendered":"http:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/?p=796"},"modified":"2020-04-05T18:52:42","modified_gmt":"2020-04-05T21:52:42","slug":"semana-santa-ramos-um-rei-sentado-num-burrico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/2020\/04\/05\/semana-santa-ramos-um-rei-sentado-num-burrico\/","title":{"rendered":"Semana Santa: RAMOS: UM REI SENTADO NUM BURRICO"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>\u201cUma grande multid\u00e3o que viera para a festa<br \/>\n<\/em><em>aclamava Jesus Cristo:<br \/>\n<\/em><em>Bendito o que nos vem em nome do Senhor!<br \/>\n<\/em><em>Hosana nas alturas\u201d<br \/>\n<\/em><em>(Ant\u00edfona do Domingo de Ramos)<\/em><\/p>\n<p><em><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0<\/em>A prociss\u00e3o de Ramos inaugura a Semana Santa evocando a entrada triunfal de Jesus em Jerusal\u00e9m. O formul\u00e1rio da b\u00ean\u00e7\u00e3o das palmas pede o olhar de Deus sobre os ramos, para que, seguindo com alegria o Cristo, Rei, os fieis possam chegar com Ele \u00e0 eterna Jerusal\u00e9m. Os paramentos s\u00e3o vermelhos. Lembram o fogo e o mart\u00edrio. H\u00e1 alegria no ar. Os fieis chegam de todos os cantos. Cristo Rei entra no templo. As leituras da missa do dia nos colocar\u00e3o diante do sofrimento do Messias. A afirma\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria e do sofrimento de Cristo mostra-os justapostos em todos os dias da Semana Santa. Este paradoxo, segundo os liturgistas, \u00e9 a pr\u00f3pria l\u00edngua do mist\u00e9rio. A prociss\u00e3o \u00e9 como um sinal sacramental da P\u00e1scoa que \u00e9 caminhada, caminho e \u00eaxodo. Entra-se na igreja com as palmas ou ramos, como na sexta-feira se entrar\u00e1 com a cruz e na vig\u00edlia do s\u00e1bado com o c\u00edrio pascal. Tal prociss\u00e3o fala da coragem da partida, da esperan\u00e7a de uma terra e de uma humanidade novas. O Domingo de Ramos se reveste de alegria. Os ramos agitados, acompanhados do canto, mostram alegria.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u201cVinde, subamos juntos ao monte das Oliveiras e corramos ao encontro de Cristo, que hoje volta de Beth\u00e2nia e se encaminha voluntariamente para aquela vener\u00e1vel e santa Paix\u00e3o, a fim de realizar o mist\u00e9rio de nossa salva\u00e7\u00e3o (&#8230;). O Senhor vem, mas n\u00e3o rodeado de pompa, como se fosse conquistar a gl\u00f3ria. Ele n\u00e3o discutir\u00e1, diz a Escritura, nem gritar\u00e1, e ningu\u00e9m ouvir\u00e1 a sua voz (Mt 12, 1-9; cf. Is 42, 2). Pelo contr\u00e1rio, ser\u00e1 manso e humilde e se apresentar\u00e1 com vestes pobres e apar\u00eancia modesta\u201d (Andr\u00e9 de Creta, <em>Liturgia das Horas <\/em>II, p. 366).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Jesus entra em Jerusal\u00e9m montado em um jumento. O gesto marca a pobreza e simplicidade do Messias. Jesus pede que lhe procurem um asno, mas devolv\u00ea-lo-\u00e1 depois. O burrico \u00e9 a cavalgadura do Messias pobre e humilde de Zacarias (9,9). O cortejo que acompanha Jesus mostra caracter\u00edsticas reais como aparece nos mantos estendidos sobre o caminho e nas palavras de ova\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma grande dist\u00e2ncia entre a concep\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica vivida pela multid\u00e3o e a maneira como Jesus encara esse momento. Jesus sente-se a pedra que os pedreiros rejeitaram. N\u00e3o partilha da concep\u00e7\u00e3o de um messianismo triunfalista.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A profecia do servo sofredor, texto escrito muito tempo antes de Jesus e lido na missa dos ramos (Is 50, 4-7), descreve antecipadamente a miss\u00e3o de Jesus: o servo abre os ouvidos para as palavras de Deus, oferece as costas aos que nele batem e as faces aos que lhe arrancam as barbas, n\u00e3o desvia seu rosto das cusparadas e dos bofet\u00f5es. Tendo entrado no templo, depois da prociss\u00e3o, somos lan\u00e7ados em cheio na paix\u00e3o do Senhor (Filipenses).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Gerrico d\u2019Igny (s\u00e9culo XIII), em homilia, reflete sobre o paradoxo de gl\u00f3ria e abaixamento que ocorre no conjunto da liturgia dos ramos. Muitos, com efeito, ficaram admirados com a gl\u00f3ria de Jesus. Parecia um triunfador vitorioso, mas pouco a pouco, na medida em que se avizinhava a paix\u00e3o, seu semblante foi privado de gl\u00f3ria e todo Ele ia sendo humilhado. A prociss\u00e3o faz lembrar a honra prestada ao rei. A Paix\u00e3o, lida na Missa de Ramos, mostra o castigo reservado aos ladr\u00f5es. Na prociss\u00e3o Jesus \u00e9 envolvido de gl\u00f3ria e de honra, na Paix\u00e3o tem o rosto deformado e sem beleza. Na prociss\u00e3o \u00e9 aclamado como bendito filho de Davi. Na Paix\u00e3o \u00e9 declarado digno de morte e \u00e9 ridicularizado. Durante a entrada em Jerusal\u00e9m as pessoas tiram suas vestes para que Jesus passe por sobre elas, montado no burrico. Na hora do abandono, Ele \u00e9 privado das pr\u00f3prias vestes. Aquele que entra em Jerusal\u00e9m, montado num burrico, morre abandonado fora dos muros de Jerusal\u00e9m, na colina do Cr\u00e2nio.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u201cPercebemos no Domingo de Ramos, portal da Semana Santa: um processo rapid\u00edssimo, uma trai\u00e7\u00e3o, um beijo falso, um julgamento sob press\u00e3o, um juiz covarde, a condena\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e0 morte. O povo se frustra, desanima. Parece que n\u00e3o adianta lutar, que as coisas t\u00eam que ser assim mesmo. Parece que tudo termina por a\u00ed: os pobres sempre mais pobres, as viol\u00eancias crescendo e os inocentes morrendo (&#8230;) por\u00e9m, dessa cruz, instrumento de morte, brotou a vida, a ressurrei\u00e7\u00e3o, a proposta da Igreja das comunidades fraternas\u201d (<em>Roteiros Homil\u00e9ticos da CNBB \u2013 Tempo da Quaresma e Tr\u00edduo Pascal do Ano B, <\/em>p. 67).<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Terminamos estas reflex\u00f5es sobre a Festa dos Ramos dando novamente a palavra a Andr\u00e9 de Creta: \u201cAcompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua Paix\u00e3o, e imitemos os que foram ao seu encontro. N\u00e3o para estendermos \u00e0 sua frente, no caminho, ramos de oliveiras ou de palma, tapetes ou mantos, mas para nos prostrarmos a seus p\u00e9s, com humildade e retid\u00e3o de esp\u00edrito, a fim de recebermos o Verbo de Deus que se aproxima e acolhermos aquele Deus que lugar algum pode conter\u201d (<em>loc.cit.id.ibidem<\/em>).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; \u201cUma grande multid\u00e3o que viera para a festa aclamava Jesus Cristo: Bendito o que nos vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas\u201d (Ant\u00edfona do Domingo de Ramos) \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A prociss\u00e3o de Ramos inaugura a Semana Santa evocando a entrada triunfal de Jesus em Jerusal\u00e9m. O formul\u00e1rio da b\u00ean\u00e7\u00e3o das palmas pede o olhar de Deus sobre os ramos, para que, seguindo com alegria o Cristo, Rei, os fieis possam chegar com Ele \u00e0 eterna Jerusal\u00e9m. Os paramentos s\u00e3o vermelhos. Lembram o fogo e o mart\u00edrio. H\u00e1 alegria no ar. Os fieis chegam de todos os cantos. Cristo Rei entra no templo. As leituras da missa do dia nos colocar\u00e3o diante do sofrimento do Messias. A afirma\u00e7\u00e3o da gl\u00f3ria e do sofrimento de Cristo mostra-os justapostos em todos os dias da Semana Santa. Este paradoxo, segundo os liturgistas, \u00e9 a pr\u00f3pria l\u00edngua do mist\u00e9rio. A prociss\u00e3o \u00e9 como um sinal sacramental da P\u00e1scoa que \u00e9 caminhada, caminho e \u00eaxodo. Entra-se na igreja com as palmas ou ramos, como na sexta-feira se entrar\u00e1 com a cruz e na vig\u00edlia do s\u00e1bado com o c\u00edrio pascal. Tal prociss\u00e3o fala da coragem da partida, da esperan\u00e7a de uma terra e de uma humanidade novas. O Domingo de Ramos se reveste de alegria. 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O burrico \u00e9 a cavalgadura do Messias pobre e humilde de Zacarias (9,9). O cortejo que acompanha Jesus mostra caracter\u00edsticas reais como aparece nos mantos estendidos sobre o caminho e nas palavras de ova\u00e7\u00e3o. H\u00e1 uma grande dist\u00e2ncia entre a concep\u00e7\u00e3o messi\u00e2nica vivida pela multid\u00e3o e a maneira como Jesus encara esse momento. Jesus sente-se a pedra que os pedreiros rejeitaram. N\u00e3o partilha da concep\u00e7\u00e3o de um messianismo triunfalista. \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A profecia do servo sofredor, texto escrito muito tempo antes de Jesus e lido na missa dos ramos (Is 50, 4-7), descreve antecipadamente a miss\u00e3o de Jesus: o servo abre os ouvidos para as palavras de Deus, oferece as costas aos que nele batem e as faces aos que lhe arrancam as barbas, n\u00e3o desvia seu rosto das cusparadas e dos bofet\u00f5es. Tendo entrado no templo, depois da prociss\u00e3o, somos lan\u00e7ados em cheio na paix\u00e3o do Senhor (Filipenses). \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Gerrico d\u2019Igny (s\u00e9culo XIII), em homilia, reflete sobre o paradoxo de gl\u00f3ria e abaixamento que ocorre no conjunto da liturgia dos ramos. Muitos, com efeito, ficaram admirados com a gl\u00f3ria de Jesus. Parecia um triunfador vitorioso, mas pouco a pouco, na medida em que se avizinhava a paix\u00e3o, seu semblante foi privado de gl\u00f3ria e todo Ele ia sendo humilhado. A prociss\u00e3o faz lembrar a honra prestada ao rei. A Paix\u00e3o, lida na Missa de Ramos, mostra o castigo reservado aos ladr\u00f5es. Na prociss\u00e3o Jesus \u00e9 envolvido de gl\u00f3ria e de honra, na Paix\u00e3o tem o rosto deformado e sem beleza. Na prociss\u00e3o \u00e9 aclamado como bendito filho de Davi. Na Paix\u00e3o \u00e9 declarado digno de morte e \u00e9 ridicularizado. Durante a entrada em Jerusal\u00e9m as pessoas tiram suas vestes para que Jesus passe por sobre elas, montado no burrico. Na hora do abandono, Ele \u00e9 privado das pr\u00f3prias vestes. Aquele que entra em Jerusal\u00e9m, montado num burrico, morre abandonado fora dos muros de Jerusal\u00e9m, na colina do Cr\u00e2nio. \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0\u201cPercebemos no Domingo de Ramos, portal da Semana Santa: um processo rapid\u00edssimo, uma trai\u00e7\u00e3o, um beijo falso, um julgamento sob press\u00e3o, um juiz covarde, a condena\u00e7\u00e3o de Jesus \u00e0 morte. O povo se frustra, desanima. Parece que n\u00e3o adianta lutar, que as coisas t\u00eam que ser assim mesmo. Parece que tudo termina por a\u00ed: os pobres sempre mais pobres, as viol\u00eancias crescendo e os inocentes morrendo (&#8230;) por\u00e9m, dessa cruz, instrumento de morte, brotou a vida, a ressurrei\u00e7\u00e3o, a proposta da Igreja das comunidades fraternas\u201d (Roteiros Homil\u00e9ticos da CNBB \u2013 Tempo da Quaresma e Tr\u00edduo Pascal do Ano B, p. 67). \u00a0\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Terminamos estas reflex\u00f5es sobre a Festa dos Ramos dando novamente a palavra a Andr\u00e9 de Creta: \u201cAcompanhemos o Senhor, que corre apressadamente para a sua Paix\u00e3o, e imitemos os que foram ao seu encontro. N\u00e3o para estendermos \u00e0 sua frente, no caminho, ramos de oliveiras ou de palma, tapetes ou mantos, mas para nos prostrarmos a seus p\u00e9s, com humildade e retid\u00e3o de esp\u00edrito, a fim de recebermos o Verbo de Deus que se aproxima e acolhermos aquele Deus que lugar algum pode conter\u201d (loc.cit.id.ibidem).<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":797,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[26,37],"class_list":["post-796","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","tag-artigo","tag-semana-santa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/796","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=796"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/796\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":801,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/796\/revisions\/801"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/media\/797"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=796"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=796"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=796"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}