{"id":908,"date":"2020-06-01T15:22:42","date_gmt":"2020-06-01T18:22:42","guid":{"rendered":"http:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/?p=908"},"modified":"2020-06-01T15:24:23","modified_gmt":"2020-06-01T18:24:23","slug":"editorial-de-junho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/2020\/06\/01\/editorial-de-junho\/","title":{"rendered":"Editorial de Junho"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<h4>\u201cA aldeia \u00e9 o espa\u00e7o de reconstru\u00e7\u00e3o do ser que se escondia\u201d (Itiner\u00e1rio &#8211; Tiago Gon\u00e7alves)<\/h4>\n<\/blockquote>\n<p>Junho \u00e9 muito especial para nosso movimento de Ema\u00fas: no dia 24, celebramos nosso padroeiro Jo\u00e3o, o Batista. E todas as reflex\u00f5es que ser\u00e3o partilhadas convergem nele. Unir-lhe-\u00e3o, com sua miss\u00e3o, \u00e0 de nossos cantores e cantoras, profetas da esperan\u00e7a e respons\u00e1veis por manter a brasa que o Amor acendeu, ainda ardendo em nosso cora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Esse m\u00eas, o \u201cfeiti\u00e7o virou contra o feiticeiro\u201d: sempre abro a nossa caminhada mensal com um tema meditando alguns mist\u00e9rios que a n\u00f3s envolvem enquanto sociedade, igreja, pessoa humana. Ent\u00e3o, a equipe de comunica\u00e7\u00e3o fez da vida desta contempla\u00e7\u00e3o, um escancaramento da minha pr\u00f3pria vida. H\u00e1 quase dois anos, estivemos no X Enace, que re\u00fane os cantores e cantoras espalhados por todos os secretariados do movimento. O pedido dos comunicadores foi que houvesse um \u201ctestemunho\u201d das marcas que ele deixou em mim. Por isso, pe\u00e7o licen\u00e7a a voc\u00ea, querido leitor, para que fa\u00e7amos juntos a experi\u00eancia evang\u00e9lica de revirar o ba\u00fa, e tirar coisas novas e velhas que nele s\u00e3o guardadas.<\/p>\n<p>Quando escrevi Itiner\u00e1rio, queria contar para as pessoas o que minha alma acabara de encontrar: uma Terra Santa, que me salvou de mim mesmo e reconstruiu cada peda\u00e7o de um algu\u00e9m estra\u00e7alhado, e que se escondia em desculpas est\u00e9reis para n\u00e3o ser quem realmente devia ser. N\u00e3o tinha nenhuma outra pretens\u00e3o al\u00e9m desta; o que me habitava era como Madalena: \u201cEu vi o Senhor!\u201d. E Ele se revelou no cuidado, no abra\u00e7o, no brilho do olhar de quem, antes de mim, j\u00e1 o tinha contemplado.<\/p>\n<p>Depois de pronta, cantei a alguns irm\u00e3os que me responderam com l\u00e1grimas e com acolhida ainda maior. Cada passo desse itiner\u00e1rio levava a um lugar ainda mais aconchegante. Surgiu, ent\u00e3o, a necessidade de termos alguma composi\u00e7\u00e3o para nos representar nos festivais; primeiro, o Edice, em nome da escola de Tatu\u00ed e, depois, o Enace, por todo secretariado de Itapetininga. Quando chegamos na estalagem, em Jundia\u00ed, onde seria o encontro, tudo era festa, celebra\u00e7\u00e3o! Tinha cheiro, tinha gosto de Ema\u00fas! Logo na primeira noite, nossa comunidade ficou incumbida de conduzir a \u201cora\u00e7\u00e3o antes de dormir\u201d. Precis\u00e1vamos refletir sobre quem? Jo\u00e3o Batista, o nosso santo. Propusemos a provoca\u00e7\u00e3o de sermos, a todo instante, escravos da Beleza, como ele, n\u00e3o ousando sequer desamarrar as sand\u00e1lias Daquele que \u00e9 s\u00f3 encanto.<\/p>\n<p>Quando se aproximava o momento em que dar\u00edamos a nossa can\u00e7\u00e3o a toda alma que ali estava, a preocupa\u00e7\u00e3o nos invadiu. Havia outras aldeias que transbordavam talento, qualidade, a beleza que tanto persegu\u00edamos. Debaixo de uma \u00e1rvore que nos abra\u00e7ava com sua sombra, decidimos por termos apenas um compromisso: Anunciar! Contar, de novo, o que Ema\u00fas fez em n\u00f3s!<\/p>\n<p>Naquela noite, nos sentamos diante de um p\u00fablico que, na sua grande maioria, tinha mais tempo de hist\u00f3ria dentro da aldeia que todos n\u00f3s ali t\u00ednhamos de certid\u00e3o de nascimento. Com ousada sinceridade, falamos! Eu posso me lembrar dos viol\u00f5es cantando comigo, de como nos olh\u00e1vamos com respeito entre n\u00f3s; recordo que meu corpo todo tremia, a voz embargava, porque as almas estavam se identificando com a nossa hist\u00f3ria! Foi um arrebatamento de delicadeza e poesia!<\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"ITINER\u00c1RIO\" width=\"960\" height=\"540\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3Waf68NsQro?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>No \u00faltimo dia, o an\u00fancio: Melhor letra e mensagem foi comunicada por Itapetininga! Voc\u00ea n\u00e3o esqueceu qual foi o acordo que fizemos antes de cantar, n\u00e3o \u00e9 mesmo, caro amigo? Comunicar quem nos amou como ningu\u00e9m! E que presente!&#8230; fomos reconhecidos por darmos a cada cora\u00e7\u00e3o a boa not\u00edcia! Fomos arautos do Verbo que, a cada dia que amanhece, nos arde inteiramente! Depois que voltamos \u00e0 nossa Jerusal\u00e9m, nada mais foi como antes: temos, agora, algo que nos une, que nos faz um s\u00f3 ser! E toda vez que revisitamos esse momento, tudo em n\u00f3s canta: A vida vale a pena!<\/p>\n<p>Eu quero, caro irm\u00e3o, antes de me devolver \u00e0 rotina, expressar a minha gratid\u00e3o a tantos que me mostram qual \u00e9 o destino desta aventura: o Cora\u00e7\u00e3o de Deus! De uma maneira especial, com todo respeito, e certo de que serei compreendido, quero louvar ao Senhor de toda Beleza pelos irm\u00e3os que dividiram o palco comigo naquela noite: a Bruna Ara\u00fajo, dona de um do\u00e7ura inigual\u00e1vel; o Paulo Rochel, cujos dedos s\u00e3o bailarinos na dan\u00e7a da can\u00e7\u00e3o; o Le\u00f4ni Momberg, que me ensina a arte das ra\u00edzes, e sustentou-nos, sendo a nossa harmonia; e a Celeste, voz de uma capacidade inigual\u00e1vel: a humanidade. Se ela n\u00e3o cantasse, perder\u00edamos a raz\u00e3o de estar ali. Ah, e aos \u201cescondidos\u201d: obrigado pelo simples gesto de nos amar!<\/p>\n<p>Que n\u00f3s sejamos uma aldeia amiga da Beleza! E gritemos ao mundo: Viver \u00e9 o melhor presente! Voc\u00ea aceita?<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Tiago Gon\u00e7alves<\/em><br \/>\n<em>Escola mission\u00e1ria \u2013 n\u00facleo Tatu\u00ed<\/em><br \/>\n<em>Especial para este site <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA aldeia \u00e9 o espa\u00e7o de reconstru\u00e7\u00e3o do ser que se escondia\u201d (Itiner\u00e1rio &#8211; Tiago Gon\u00e7alves) Junho \u00e9 muito especial para nosso movimento de Ema\u00fas: no dia 24, celebramos nosso padroeiro Jo\u00e3o, o Batista. E todas as reflex\u00f5es que ser\u00e3o partilhadas convergem nele. Unir-lhe-\u00e3o, com sua miss\u00e3o, \u00e0 de nossos cantores e cantoras, profetas da esperan\u00e7a e respons\u00e1veis por manter a brasa que o Amor acendeu, ainda ardendo em nosso cora\u00e7\u00e3o. Esse m\u00eas, o \u201cfeiti\u00e7o virou contra o feiticeiro\u201d: sempre abro a nossa caminhada mensal com um tema meditando alguns mist\u00e9rios que a n\u00f3s envolvem enquanto sociedade, igreja, pessoa humana. Ent\u00e3o, a equipe de comunica\u00e7\u00e3o fez da vida desta contempla\u00e7\u00e3o, um escancaramento da minha pr\u00f3pria vida. H\u00e1 quase dois anos, estivemos no X Enace, que re\u00fane os cantores e cantoras espalhados por todos os secretariados do movimento. O pedido dos comunicadores foi que houvesse um \u201ctestemunho\u201d das marcas que ele deixou em mim. Por isso, pe\u00e7o licen\u00e7a a voc\u00ea, querido leitor, para que fa\u00e7amos juntos a experi\u00eancia evang\u00e9lica de revirar o ba\u00fa, e tirar coisas novas e velhas que nele s\u00e3o guardadas. Quando escrevi Itiner\u00e1rio, queria contar para as pessoas o que minha alma acabara de encontrar: uma Terra Santa, que me salvou de mim mesmo e reconstruiu cada peda\u00e7o de um algu\u00e9m estra\u00e7alhado, e que se escondia em desculpas est\u00e9reis para n\u00e3o ser quem realmente devia ser. N\u00e3o tinha nenhuma outra pretens\u00e3o al\u00e9m desta; o que me habitava era como Madalena: \u201cEu vi o Senhor!\u201d. E Ele se revelou no cuidado, no abra\u00e7o, no brilho do olhar de quem, antes de mim, j\u00e1 o tinha contemplado. Depois de pronta, cantei a alguns irm\u00e3os que me responderam com l\u00e1grimas e com acolhida ainda maior. Cada passo desse itiner\u00e1rio levava a um lugar ainda mais aconchegante. Surgiu, ent\u00e3o, a necessidade de termos alguma composi\u00e7\u00e3o para nos representar nos festivais; primeiro, o Edice, em nome da escola de Tatu\u00ed e, depois, o Enace, por todo secretariado de Itapetininga. Quando chegamos na estalagem, em Jundia\u00ed, onde seria o encontro, tudo era festa, celebra\u00e7\u00e3o! Tinha cheiro, tinha gosto de Ema\u00fas! Logo na primeira noite, nossa comunidade ficou incumbida de conduzir a \u201cora\u00e7\u00e3o antes de dormir\u201d. Precis\u00e1vamos refletir sobre quem? Jo\u00e3o Batista, o nosso santo. Propusemos a provoca\u00e7\u00e3o de sermos, a todo instante, escravos da Beleza, como ele, n\u00e3o ousando sequer desamarrar as sand\u00e1lias Daquele que \u00e9 s\u00f3 encanto. Quando se aproximava o momento em que dar\u00edamos a nossa can\u00e7\u00e3o a toda alma que ali estava, a preocupa\u00e7\u00e3o nos invadiu. Havia outras aldeias que transbordavam talento, qualidade, a beleza que tanto persegu\u00edamos. Debaixo de uma \u00e1rvore que nos abra\u00e7ava com sua sombra, decidimos por termos apenas um compromisso: Anunciar! Contar, de novo, o que Ema\u00fas fez em n\u00f3s! Naquela noite, nos sentamos diante de um p\u00fablico que, na sua grande maioria, tinha mais tempo de hist\u00f3ria dentro da aldeia que todos n\u00f3s ali t\u00ednhamos de certid\u00e3o de nascimento. Com ousada sinceridade, falamos! Eu posso me lembrar dos viol\u00f5es cantando comigo, de como nos olh\u00e1vamos com respeito entre n\u00f3s; recordo que meu corpo todo tremia, a voz embargava, porque as almas estavam se identificando com a nossa hist\u00f3ria! Foi um arrebatamento de delicadeza e poesia! No \u00faltimo dia, o an\u00fancio: Melhor letra e mensagem foi comunicada por Itapetininga! Voc\u00ea n\u00e3o esqueceu qual foi o acordo que fizemos antes de cantar, n\u00e3o \u00e9 mesmo, caro amigo? Comunicar quem nos amou como ningu\u00e9m! E que presente!&#8230; fomos reconhecidos por darmos a cada cora\u00e7\u00e3o a boa not\u00edcia! Fomos arautos do Verbo que, a cada dia que amanhece, nos arde inteiramente! Depois que voltamos \u00e0 nossa Jerusal\u00e9m, nada mais foi como antes: temos, agora, algo que nos une, que nos faz um s\u00f3 ser! E toda vez que revisitamos esse momento, tudo em n\u00f3s canta: A vida vale a pena! Eu quero, caro irm\u00e3o, antes de me devolver \u00e0 rotina, expressar a minha gratid\u00e3o a tantos que me mostram qual \u00e9 o destino desta aventura: o Cora\u00e7\u00e3o de Deus! De uma maneira especial, com todo respeito, e certo de que serei compreendido, quero louvar ao Senhor de toda Beleza pelos irm\u00e3os que dividiram o palco comigo naquela noite: a Bruna Ara\u00fajo, dona de um do\u00e7ura inigual\u00e1vel; o Paulo Rochel, cujos dedos s\u00e3o bailarinos na dan\u00e7a da can\u00e7\u00e3o; o Le\u00f4ni Momberg, que me ensina a arte das ra\u00edzes, e sustentou-nos, sendo a nossa harmonia; e a Celeste, voz de uma capacidade inigual\u00e1vel: a humanidade. Se ela n\u00e3o cantasse, perder\u00edamos a raz\u00e3o de estar ali. Ah, e aos \u201cescondidos\u201d: obrigado pelo simples gesto de nos amar! Que n\u00f3s sejamos uma aldeia amiga da Beleza! E gritemos ao mundo: Viver \u00e9 o melhor presente! Voc\u00ea aceita? Tiago Gon\u00e7alves Escola mission\u00e1ria \u2013 n\u00facleo Tatu\u00ed Especial para este site<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":911,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[24,43,42],"class_list":["post-908","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-artigo","tag-editorial","tag-musica","tag-tiago-goncalves"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/908","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=908"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/908\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":912,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/908\/revisions\/912"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/media\/911"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=908"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=908"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=908"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}