{"id":969,"date":"2020-07-29T12:44:11","date_gmt":"2020-07-29T15:44:11","guid":{"rendered":"http:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/?p=969"},"modified":"2020-07-29T12:48:27","modified_gmt":"2020-07-29T15:48:27","slug":"catequese-nosso-coracao-arde","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/emaus.org.br\/itapetininga\/2020\/07\/29\/catequese-nosso-coracao-arde\/","title":{"rendered":"Catequese: Nosso cora\u00e7\u00e3o arde: um an\u00fancio de alegria e esperan\u00e7a"},"content":{"rendered":"<blockquote><p>Esse texto faz parte da nossa s\u00e9rie de artigos catequ\u00e9ticos que ser\u00e3o publicados todas \u00e0s quartas do m\u00eas de Julho sobre a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii Gaudium.<\/p><\/blockquote>\n<p>Anunciar a Boa Nova \u00e9 sempre motivo de grande alegria para o disc\u00edpulo mission\u00e1rio, pois n\u00e3o existe nenhuma realidade maior, mais bela ou mais transformadora que a salva\u00e7\u00e3o trazida por Cristo, raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a. Quem descobre essa riqueza n\u00e3o se contenta em guard\u00e1-la para si, mas quer comunic\u00e1-la \u00e0 toda criatura. De fato, se o cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas ardia ao ouvirem a proclama\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, esse ardor tornou-se uma chama abrasadora ap\u00f3s a participa\u00e7\u00e3o na mesa eucar\u00edstica e os impulsionou a voltar, \u00e0s pressas, para anunciar o Cristo ressuscitado.<\/p>\n<p>Mas, afinal, o que faz o nosso cora\u00e7\u00e3o arder?<\/p>\n<p>Certamente o que aquece o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o ac\u00famulo das tarefas que assumimos no nosso Movimento ou em outras pastorais da Igreja, cumprindo-os de forma burocr\u00e1tica, como \u201cprofissionais\u201d do Reino de Deus. O trabalho na messe \u00e9 constante, sim, mas precisa ser vivido com amor. Tornar-se \u201cescravo do Senhor\u201d \u00e9 servir sempre com alegria, renovando o \u201csim\u201d a cada dia.<\/p>\n<p>Da mesma forma, n\u00e3o s\u00e3o os resultados do nosso trabalho que fazem arder o cora\u00e7\u00e3o. Quem transforma a miss\u00e3o em neg\u00f3cio, esperando obter \u201cdividendos\u201d em forma de reconhecimento ou prest\u00edgio, vai logo decepcionar-se, pois \u201cum \u00e9 o que semeia, outro \u00e9 o que ceifa\u201d (Jo 4, 37). Como nos ensina o Papa Francisco: \u201cTalvez o Senhor se sirva da nossa entrega para derramar b\u00ean\u00e7\u00e3os noutro lugar do mundo, aonde nunca iremos. O Esp\u00edrito Santo trabalha como quer, quando quer e onde quer; e n\u00f3s gastamo-nos com grande dedica\u00e7\u00e3o, mas sem pretender ver resultados espetaculares. Sabemos apenas que o dom de n\u00f3s mesmos \u00e9 necess\u00e1rio\u201d (Evangelii Gaudium, 279).<\/p>\n<p>Enfim, o que faz o nosso cora\u00e7\u00e3o arder \u00e9 a presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, que fez dele a Sua morada. Em outras palavras, o \u00fanico \u201ccombust\u00edvel\u201d capaz de queimar nosso cora\u00e7\u00e3o e impulsionar nossa miss\u00e3o \u00e9 o Esp\u00edrito Santo. Ele vem a n\u00f3s gratuitamente, desde que estejamos dispostos a invoc\u00e1-lo diariamente, renovando o dia do nosso batismo e o da nossa crisma. \u00c9, portanto, dom que n\u00e3o se compra, nem se faz por merecer, mas que se busca com humildade, por amor a Deus e aos irm\u00e3os.<\/p>\n<p>Muitas for\u00e7as s\u00e3o capazes de mover o ser humano: o ativismo ideol\u00f3gico, a solidariedade humana, o desejo de justi\u00e7a&#8230;todas elas s\u00e3o imperfeitas e incapazes de satisfazer a alma, se n\u00e3o forem inspiradas e direcionadas pelo Esp\u00edrito Santo. \u201cSei que nenhuma motiva\u00e7\u00e3o ser\u00e1 suficiente, se n\u00e3o arde nos cora\u00e7\u00f5es o fogo do Esp\u00edrito.\u201d (EG 261).<\/p>\n<p>Essa chama n\u00e3o \u00e9 como uma vela que se acende durante a missa e depois se apaga. O mission\u00e1rio \u00e9 evangelho vivo o tempo todo, dentro e fora do templo. \u00c9 presen\u00e7a de Cristo na fam\u00edlia, na escola, no trabalho, na roda de amigos, na sociedade, na pol\u00edtica, no mundo. \u201c\u00c9 algo que n\u00e3o posso arrancar do meu ser, se n\u00e3o me quero destruir. Eu&nbsp;<em>sou uma miss\u00e3o<\/em>&nbsp;nesta terra, e para isso estou neste mundo. \u00c9 preciso considerarmo-nos como que marcados a fogo por esta miss\u00e3o de iluminar, aben\u00e7oar, vivificar, levantar, curar, libertar\u201d (EG 273).<\/p>\n<p>\u00c9 bem verdade que, \u00e0s vezes, o mission\u00e1rio se sente cansado, desgastado pelo trabalho cont\u00ednuo da evangeliza\u00e7\u00e3o. Nessas horas, parece que a falta de oper\u00e1rios sobrecarrega os poucos que de fato se comprometem com a miss\u00e3o. Aquele fogo que arde em nossos cora\u00e7\u00f5es parece se deixar abafar pelo peso de tantas atividades e da rotina sem fim. Assim como o oper\u00e1rio precisa de repouso, o mission\u00e1rio tamb\u00e9m necessita recarregar a energia, realimentar a chama para n\u00e3o a deixar esmorecer. Retirar-se do mundo e passar minutos, horas ou dias em ora\u00e7\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o. Nunca devemos esquecer que \u201co Esp\u00edrito vem em aux\u00edlio \u00e0 nossa fraqueza\u201d (Romanos 8, 26).<\/p>\n<p>Sigamos anunciando a alegria e a esperan\u00e7a que vivenciamos. A fonte da nossa alegria \u00e9 muito maior e mais forte que qualquer sofrimento do tempo presente. A raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a supera qualquer des\u00e2nimo, e \u00e9 a resposta para todas as ang\u00fastias do ser humano. O fogo do Esp\u00edrito Santo, que arde em nossos cora\u00e7\u00f5es, \u00e9 antecipa\u00e7\u00e3o da alegria definitiva do C\u00e9u.<\/p>\n<p><em>Fica conosco, Senhor!<\/em><\/p>\n<p>_________________________________________<\/p>\n<h4>Valeria e Marcelo Eira<br \/>\nCasal Presidente do Secretariado Nacional<\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Esse texto faz parte da nossa s\u00e9rie de artigos catequ\u00e9ticos que ser\u00e3o publicados todas \u00e0s quartas do m\u00eas de Julho sobre a Exorta\u00e7\u00e3o Apost\u00f3lica Evangelii Gaudium. Anunciar a Boa Nova \u00e9 sempre motivo de grande alegria para o disc\u00edpulo mission\u00e1rio, pois n\u00e3o existe nenhuma realidade maior, mais bela ou mais transformadora que a salva\u00e7\u00e3o trazida por Cristo, raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a. Quem descobre essa riqueza n\u00e3o se contenta em guard\u00e1-la para si, mas quer comunic\u00e1-la \u00e0 toda criatura. De fato, se o cora\u00e7\u00e3o dos disc\u00edpulos de Ema\u00fas ardia ao ouvirem a proclama\u00e7\u00e3o da Palavra de Deus, esse ardor tornou-se uma chama abrasadora ap\u00f3s a participa\u00e7\u00e3o na mesa eucar\u00edstica e os impulsionou a voltar, \u00e0s pressas, para anunciar o Cristo ressuscitado. Mas, afinal, o que faz o nosso cora\u00e7\u00e3o arder? Certamente o que aquece o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 o ac\u00famulo das tarefas que assumimos no nosso Movimento ou em outras pastorais da Igreja, cumprindo-os de forma burocr\u00e1tica, como \u201cprofissionais\u201d do Reino de Deus. O trabalho na messe \u00e9 constante, sim, mas precisa ser vivido com amor. Tornar-se \u201cescravo do Senhor\u201d \u00e9 servir sempre com alegria, renovando o \u201csim\u201d a cada dia. Da mesma forma, n\u00e3o s\u00e3o os resultados do nosso trabalho que fazem arder o cora\u00e7\u00e3o. Quem transforma a miss\u00e3o em neg\u00f3cio, esperando obter \u201cdividendos\u201d em forma de reconhecimento ou prest\u00edgio, vai logo decepcionar-se, pois \u201cum \u00e9 o que semeia, outro \u00e9 o que ceifa\u201d (Jo 4, 37). Como nos ensina o Papa Francisco: \u201cTalvez o Senhor se sirva da nossa entrega para derramar b\u00ean\u00e7\u00e3os noutro lugar do mundo, aonde nunca iremos. O Esp\u00edrito Santo trabalha como quer, quando quer e onde quer; e n\u00f3s gastamo-nos com grande dedica\u00e7\u00e3o, mas sem pretender ver resultados espetaculares. Sabemos apenas que o dom de n\u00f3s mesmos \u00e9 necess\u00e1rio\u201d (Evangelii Gaudium, 279). Enfim, o que faz o nosso cora\u00e7\u00e3o arder \u00e9 a presen\u00e7a do Esp\u00edrito Santo, que fez dele a Sua morada. Em outras palavras, o \u00fanico \u201ccombust\u00edvel\u201d capaz de queimar nosso cora\u00e7\u00e3o e impulsionar nossa miss\u00e3o \u00e9 o Esp\u00edrito Santo. Ele vem a n\u00f3s gratuitamente, desde que estejamos dispostos a invoc\u00e1-lo diariamente, renovando o dia do nosso batismo e o da nossa crisma. \u00c9, portanto, dom que n\u00e3o se compra, nem se faz por merecer, mas que se busca com humildade, por amor a Deus e aos irm\u00e3os. Muitas for\u00e7as s\u00e3o capazes de mover o ser humano: o ativismo ideol\u00f3gico, a solidariedade humana, o desejo de justi\u00e7a&#8230;todas elas s\u00e3o imperfeitas e incapazes de satisfazer a alma, se n\u00e3o forem inspiradas e direcionadas pelo Esp\u00edrito Santo. \u201cSei que nenhuma motiva\u00e7\u00e3o ser\u00e1 suficiente, se n\u00e3o arde nos cora\u00e7\u00f5es o fogo do Esp\u00edrito.\u201d (EG 261). Essa chama n\u00e3o \u00e9 como uma vela que se acende durante a missa e depois se apaga. O mission\u00e1rio \u00e9 evangelho vivo o tempo todo, dentro e fora do templo. \u00c9 presen\u00e7a de Cristo na fam\u00edlia, na escola, no trabalho, na roda de amigos, na sociedade, na pol\u00edtica, no mundo. \u201c\u00c9 algo que n\u00e3o posso arrancar do meu ser, se n\u00e3o me quero destruir. Eu&nbsp;sou uma miss\u00e3o&nbsp;nesta terra, e para isso estou neste mundo. \u00c9 preciso considerarmo-nos como que marcados a fogo por esta miss\u00e3o de iluminar, aben\u00e7oar, vivificar, levantar, curar, libertar\u201d (EG 273). \u00c9 bem verdade que, \u00e0s vezes, o mission\u00e1rio se sente cansado, desgastado pelo trabalho cont\u00ednuo da evangeliza\u00e7\u00e3o. Nessas horas, parece que a falta de oper\u00e1rios sobrecarrega os poucos que de fato se comprometem com a miss\u00e3o. Aquele fogo que arde em nossos cora\u00e7\u00f5es parece se deixar abafar pelo peso de tantas atividades e da rotina sem fim. Assim como o oper\u00e1rio precisa de repouso, o mission\u00e1rio tamb\u00e9m necessita recarregar a energia, realimentar a chama para n\u00e3o a deixar esmorecer. Retirar-se do mundo e passar minutos, horas ou dias em ora\u00e7\u00e3o, medita\u00e7\u00e3o e contempla\u00e7\u00e3o. Nunca devemos esquecer que \u201co Esp\u00edrito vem em aux\u00edlio \u00e0 nossa fraqueza\u201d (Romanos 8, 26). Sigamos anunciando a alegria e a esperan\u00e7a que vivenciamos. A fonte da nossa alegria \u00e9 muito maior e mais forte que qualquer sofrimento do tempo presente. A raz\u00e3o da nossa esperan\u00e7a supera qualquer des\u00e2nimo, e \u00e9 a resposta para todas as ang\u00fastias do ser humano. O fogo do Esp\u00edrito Santo, que arde em nossos cora\u00e7\u00f5es, \u00e9 antecipa\u00e7\u00e3o da alegria definitiva do C\u00e9u. 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